Um conto de muito sucesso que foi publicado em 1902
e adaptado para o cinema e para o teatro. Neste conto a morte e as tentativas de vencê-la
acabam gerando terror, a mão seca e mumificada é tida como um objeto de magia, pois
traz consigo o poder de realizar três desejos, mas o preço pode ser terrível,
como o próprio Sargento Morris alertou dizendo que haverá consequências.
Ao ler sobre a morte e seus mistérios sempre causam inquietação e dessa
inquietação, os sustos, as inesperadas aparições, tudo se transforma
em um surpreendente e instigante conto de suspense e terror, estes contos macabros, seduzem a curiosidade
e atenção de muitos leitores.
Nik
ao viajar a San Pablo apresentou o seu livro "Gaturro a lo Grande" em
português e participou de um debate em homenagem ao grande humorista gráfico brasileiro
Ziraldo.
( http://www.gaturro.com )
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Campanha mais Cultura
Atenção!
O blog “Asas da Imaginação” está lançando a “CAMPANHA MAIS CULTURA”.
Esta é a sua hora de
divulgar filmes e livros, poste um comentário expondo um livro ou um filme que
mais chamou sua atenção e argumente algo sobre ele, com isso você estará
promovendo mais cultura e quem sabe, a sua dica irá fascinar outras tantas
pessoas.
Você já teve a oportunidade de assistir o filme “A
garota da capa vermelha”, se não teve, procure assistir, pois sabe aquela
menina dos contos de fadas chamada Chapeuzinho Vermelho? Na verdade, seu nome
era Valerie. Ela devia ter uns 16 anos e vivia com seus pais e a irmã Lucie em
uma aldeia vizinha a uma floresta. Em noites de lua cheia, um lobo faminto
aparecia por lá. Para que a fera não matasse ninguém do povoado, antes do
anoitecer, o melhor animal do vilarejo era amarrado e ficava à disposição do
bicho. Por 20 anos, tudo correu bem, até que um dia, Lucie apareceu morta, já
deu para perceber: esta não é a história de “Chapeuzinho Vermelho”, a clássica
fábula criada pelo escritor francês Charles Perrault. Com cenas de violência,
terror e erotismo, conhecidos contos de fadas voltam às telas visando o público
adulto e prendendo a atenção de muitas pessoas.
Neste ano, se encerrou
no dia 30 de novembro a realidade das escolas de lata do Rio Grande do Sul, a
comunidade escolar Lomba do Pinheiro que vivia este caso, recebeu do Governo do
Estado o prédio da Escola Estadual Rafaela Remião.
A Secretaria da
Educação irá determinar o não uso de contêineres como espaços de ensino e
aprendizagem, garantindo mais qualidade no ambiente, assim proporcionando uma
melhor aprendizagem para as crianças e jovens. Sabe-se
que o ambiente escolar é um dos fatores determinantes para que o aluno
frequente a escola, com prazer e não por obrigação. Uma escola bem cuidada e organizada
convida o aluno, o aproxima e o motiva cada vez mais.
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. - Bom dia... - Bom dia. - A senhora é do 610. - E o senhor do 612 - É. - Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente... - Pois é... - Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo... - O meu quê? - O seu lixo. - Ah... - Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena... - Na verdade sou só eu. - Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata. - É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar... - Entendo. - A senhora também... - Me chame de você. - Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim... - É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra... - A senhora... Você não tem família? - Tenho, mas não aqui. - No Espírito Santo. - Como é que você sabe? - Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo. - É. Mamãe escreve todas as semanas. - Ela é professora? - Isso é incrível! Como foi que você adivinhou? - Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora. - O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo. - Pois é... - No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado. - É. - Más notícias? - Meu pai. Morreu. - Sinto muito. - Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos. - Foi por isso que você recomeçou a fumar? - Como é que você sabe? - De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo. - É verdade. Mas consegui parar outra vez. - Eu, graças a Deus, nunca fumei. - Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo... - Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou. - Você brigou com o namorado, certo? - Isso você também descobriu no lixo? - Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel. - É, chorei bastante, mas já passou. - Mas hoje ainda tem uns lencinhos... - É que eu estou com um pouco de coriza. - Ah. - Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo. - É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é. - Namorada? - Não. - Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha. - Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga. - Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte. - Você já está analisando o meu lixo! - Não posso negar que o seu lixo me interessou. - Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia. - Não! Você viu meus poemas? - Vi e gostei muito. - Mas são muito ruins! - Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados. - Se eu soubesse que você ia ler... - Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela? - Acho que não. Lixo é domínio público. -
Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que
sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é
comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso? - Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que... - Ontem, no seu lixo... - O quê? - Me enganei, ou eram cascas de camarão? - Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei. - Eu adoro camarão. - Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode... - Jantar juntos? - É. - Não quero dar trabalho. - Trabalho nenhum. - Vai sujar a sua cozinha? - Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.- No seu lixo ou no meu?